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Tudo estava indo muito bem, mas ficou melhor ainda, quando Deus nos presenteou da seguinte forma: Estávamos quase terminando o trabalho, quando inesperadamente, entrou uma mulher muito alegre, e chorando, percebi que era aquela que havíamos orado por ela a pedido de sua filha; Claro que para mim foi uma surpresa incrível, ver ali aquela mulher que antes parecia que não passaria mais um mês viva, mas que o Senhor havia curado ali na minha frente, eu realmente não esperava aquela surpresa, que com certeza além de emocionante foi também muito agradável. Ela chegou perto de mim e chorando me abraçou, todos ali presentes puderam sentir a gratidão que ela passava a nós. Abraçou-me, e começou a contar o que havia lhe acontecido; O que Cristo havia feito em sua vida! Eu confesso que fiquei um pouco assustada, pois como já disse fomos pegas de surpresa, mas ao ver a alegria daquela mulher fiquei, não só eu, mas todos já maravilhados, imaginando o que o Senhor havia feito na vida dela. Glória a Deus!
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Quando ela terminou de falar, todos os adultos que estavam ali presentes e muitas crianças começaram a chorar também; Pude sentir ali naquele momento o agir de Deus na vida daquelas pessoas; Aproveitei a oportunidade do momento, e perguntei quem queria aceitar a Cristo como seu Salvador; E quase todos levantaram as suas mãos, como gesto de confirmação ao apelo.
Com o passar do tempo ficamos amigos, nós e as crianças; Muitas nos contavam seus problemas e dificuldades, e a ajudávamos dentro do possível, elas confiavam em nós, sentíamos que elas nos consideravam como alguém que fazia parte da família, e isso era muito bom, pois era o que também sentíamos.
Já ensaiávamos alguns jograis para melhorar ainda mais o “trabalhinho missionário”
As crianças gostavam muito de participar, tanto dos jograis quanto das brincadeiras, realmente elas estavam aprendendo a palavra do Senhor, com muita alegria. Estávamos admirados com o que Deus estava fazendo.
As crianças gostavam muito de participar dos jograis (e o divertido era isso, a participação delas), Ficavam encantadas com o pequeno Davi que derrotava o tão temível gigante Golias! Víamos em seus olhos como elas queriam ser como o herói da Bíblia, e isso eram muito gratificantes para todos. Podíamos ver em seus olhinhos, o amor que elas sentiam pela palavra de Deus, com certeza estávamos alcançado o nosso objetivo que era fazê-las conhecer e amar a Deus.
Procurávamos através dos jograis, mostrar para elas, que por mais que as pessoas não fossem capazes, se Deus estava com elas, tudo se tornava possível, pois todo poder estava nas mãos dele! E através de seus testemunhos contemplávamos isso acontecer; Pois crianças que antes se achavam tão aquém das bênçãos de Deus, agora tinham objetivos, e estes sempre para melhorar, alcançar de fato metas.
Muitos adultos, não perdiam o “trabalhinho missionário” pois gostavam muito de ver como as crianças participavam, e com isso também aprendiam a palavra, através de historinhas Bíblicas; e alguns até se prontificavam a nos ajudar a tomar conta das crianças, com isso íamos ganhando mais espaço ali no Bairro e é claro, simpatia.
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Nós mesmos confeccionávamos as roupas, era na maioria feita de cartolina ou papelão. Abusávamos dos papeis laminados e purpurinas, que eram doados pelos irmãos da Igreja ou até mesmo por pessoas que admiravam o nosso trabalho. Tínhamos as espadas, os escudos, ah e não esquecendo as coroas que tinham e conseguiam com certeza chamar a atenção. Isso não só fascinava as crianças como a nós também, pois víamos em tudo a providência de Deus.
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Éramos como que conselheiros, pois muitas delas viam até nós procurando um consolo. E claro ajudávamos naquilo que podíamos e sempre com a ajuda de Deus as aconselhávamos. Lembro-me que neste bairro tinha um menino muito carinhoso e apegado a nós, ele era o primeiro a chegar à Igreja para o “trabalhinho” Não faltava um, e estava sempre disposto a ajudar, principalmente nos jograis, Gostava também de aprender os corinhos e de ensinar as outras crianças a cantar, sim, ele era surpreendente; Um dia ele me perguntou se eu sabia por que ele tinha apenas um de seus braços; Quando eu o respondi que não, ele então começou a me contar sua triste historia; Disse que quando ele ainda era bem pequeno, sua mãe havia saído para o baile, e o deixado sozinho em sua casa, por não haver energia elétrica deixou uma vela acesa, pegando assim fogo no barraco, e queimando principalmente os seus bracinhos; que conseqüentemente o médico teve que amputar a um. Com os olhos lacrimejados ele me disse que o seu sonho era que sua mãe parasse de beber, pois era ela alcoólatra e também fosse para a Igreja. Eu como já disse bem comovida, tentava ajudá-lo, dizendo que era para ele continuar insistindo em suas orações, pois com certeza no momento certo Deus iria atendê-lo.
Graças a Deus, pela misericórdia do Senhor, conseguimos aconselhar jovens que estavam querendo entrar para o “mundo” da prostituição, e através dos nossos conselhos não o fizeram, como também, conseguimos em o nome do Senhor salvar alguns dos caminhos das drogas. Deus nos orientava como agir com estes jovens, pois era uma tarefa muito difícil, mas sabíamos que para Deus, nada era impossível, e víamos isso através do seu poder e misericórdia.
O trabalho estava indo muito bem, e sentíamos com isso, uma grande necessidade de levá-lo para outros bairros também; Orávamos sempre a Deus, e Ele nos dirigia; Por isso decidimos aumentar a equipe que não foi tão difícil, pois Deus estava no controle. Conseguimos assim alcançar o nosso objetivo.
Realizamos o trabalho missionário nos seguintes Bairros:
Este bairro para nós foi marcante, pois foi lá que tudo começou, A aprovação de Deus foi tão grande naquele lugar, não só por Deus ter curado aquela mulher cancerosa, mas porque podíamos ver ali que Deus estava conosco, nos ensinando como podíamos ampliar aquele trabalho, e fazer naquela Cidade (Barbacena) O trabalho missionário infantil, que com grandiosidade porque era vindo de Deus, e também com simplicidade, porque Deus também trabalha desta forma, o nome do Senhor ser conhecido e glorificado
O Bairro Monte Mário, foi o segundo, onde realizamos o trabalho, e ficamos espantados, mais ao mesmo tempo maravilhados, que por mais que crescesse o trabalho, as doações também cresciam, Deus supria todas as necessidades, pois não era fácil, pois tínhamos em cada bairro cerca de cem crianças.
No Bairro São Francisco houve experiências maravilhosas, pois muitas almas aceitaram ao Senhor Jesus como o se Salvador e teve um crescimento muito grande ali.
Ensinávamos pessoas analfabetas a escreverem seus nomes e a lerem. Fizemos isso durante algum tempo, para poder melhorar um pouco a vida dessas pessoas. E Deus era conosco, pois não era fácil, devido aos nossos outros compromissos, mas do Senhor vinha a nossa força. Não era diferente ali, pois já éramos conhecidos, e muitos queriam nos ajudar na realização do trabalho. É claro que nem todos gostavam de nós, mas isso não nos impedia de realizarmos a Obra de Deus, ao contrário, fazíamos o melhor para o Senhor.
Sempre que podia mostrava as crianças e também aquelas senhoras, que não éramos perfeitos, mas que Cristo tinha o poder para nos santificar através do seu precioso sangue.
Comecei a trabalhar com os jovens na igreja, a pedido do pastor, e percebia que eles quase não conheciam a respeito da obra missionária; Comecei então a orar a Deus, pedindo sabedoria, para poder falar a respeito. Alguns já me ajudavam com o trabalho com crianças, mas eu via que ainda faltava algo; Pois eles precisavam de fato conhecer melhor o trabalho e principalmente a amá-lo. Com o consentimento do pastor, comecei a levar fita de vídeo para a sala de aula, mostrando assim alguns relatos missionários. Isso já chamava a atenção de alguns para missões e pedia também a eles que fizessem pesquisas a respeito, aumentando mais ainda as suas curiosidades. Comecei a sentir já a diferença, pois eles já gostavam de discutir mais a respeito. E isso também chamou a atenção do pastor, a ponto dele nos conceder uma semana inteira, para falarmos de missões; Respondermos perguntas e até esclarecermos outras. Claro, isso para mim foi maravilhoso! O resultado foi excelente, pois passada aquela semana, pessoas haviam se interessado mais por missões, querendo não só orar, que já era muito importante, mas também contribuir. Falávamos nesta semana da grande necessidade de se levar a palavra a estes povos.
Eu me senti comovida ao ouvir um irmão em sua oração dizer: Senhor, eu não sei nem falar o nome desse País, mas o Senhor além de conhecer-lo sabe a necessidade de cada um que lá está. Realmente isso era maravilhoso, Deus já estava abrindo a mente de muitos ali para a obra missionária.
Por conhecer alguns missionários na Ucrânia, Índia e África, pedia a todos que não se esquecessem de orar por eles, e isso começaram a fazer, crendo que Deus estava agindo por suas intercessões. Há igrejas que seus membros não oram ou não contribuem, e muito menos enviam missionários, porque não conhecem verdadeiramente a necessidade. Acham que já estão fazendo o suficiente. Não os culpo, pois como já disseram muitos não fazem porque não conhecem; Mas há outras que preferem se omitir, dizendo deixar esta tarefa para outros, Esquecendo que Deus cobrará. “Eles estão morrendo” esperando por nós, e nós esperando o que mesmo?
Temos fé! Se não fizermos missões de que adianta! Experiência, se não fizermos missões de que serve. Temos coragem, para que mesmo? Desperta mento, de que! Ou fazemos missões, ou estaremos com certeza perdendo tempo! Há pessoas que gostam muito de pregar nas igrejas, nos púlpitos, e até mesmo para outros crentes, mas quando lhe é mostrado o verdadeiro ide de Cristo, acha que isso é muito cansativo, e que não é para ela. Precisamos com certeza nos alimentar espiritualmente em nossas igrejas, e graças a Deus, isso o pastor faz muito bem. Mas nos acomodarmos a isso, por favor!
Missões, que sentido tem essa palavra pra você? Ao ler este livro você pode estar concordando comigo ou até me criticando; Mas o meu objetivo é fazer você está ciente da obra missionária.
Eu aprendi o que era missão um pouco tarde, mas procurei recuperar o tempo perdido.
Acho isso impossível quando se trata de almas, mas antes acordarmos, do que permanecermos ignorantes quanto a isso. Quando ouço alguém dizer que é um missionário de cristo, e descubro que ele só falou isso porque vão à igreja quase todos os dias. Você já pode imaginar o que eu gostaria de dizê-lo. Mas vamos orar, para que Deus mostre a ele o que são realmente missões.
Temos que nos conscientizar que se não fossem missões, não existiriam igrejas e muito menos cristãos. Como ficaria o plano de Deus para as nossas vidas! Não sabemos responder.
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