02- Quando tudo começou
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| Petrópolis/ Ilustração |
Na linda Cidade de Petrópolis, RJ morava uma jovem chamada Maria, esta havia acabado de saber que estava grávida;
Em outras circunstâncias isso seria maravilhoso, mas para ela, uma jovem
solteira e que sabia que não teria apoio para ter o seu bebe, ficará apreensiva.
E agora? O que fazer?? Foi onde ela lembrou-se de Deus e pediu a ele que a
ajudasse, pois ela queria ter o bebe, não queria abortar pois sabia que isto
era errado e contra a seus princípios
Ela não conseguia trabalho, com
certeza por estar grávida e se não bastasse tinha um problema muito sério no
coração e ainda havia pegado tuberculose.
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Ilustração
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Chegou então o grande dia. Não sei
definir exatamente o que ela sentia, se era alegria por saber que iria ganhar o
se bebê ou tristeza por não saber o que fazer com o bebê pois estava muito
doente e desenganada pelos médicos, mas ela encontrava forças para pedir sempre
ajuda a Deus, e mesmo parecendo que as portas estavam fechadas, ela não
desistia da sua fé, ela sabia que Deus a daria um escape. 

Chegou a noticia, era uma menininha, de pele clara, cabelos pretos e lhos
castanhos, bem miudinha pois havia nascido prematura e infelizmente com os
dois pezinhos virados para dentro.
O parto foi complicado, pois a jovem
Maria estava muito debilitada, a ponto do médico dizer a ela que a sua situação
era grave. Já no quarto, quando colocou a sua filhinha no colo ela começou a
chorar, agora um choro de desespero pois não tinha apoio dos familiares,e para
onde ir com seu bebê? 

Foi então que entrou uma senhora no
quarto, conhecida como tia Lourdes, ela era assim conhecida, por tomar conta de
muitas crianças órfãs de pai, mãe. Tinha com certeza um coração muito bondoso.
Falando um pouquinho da tia Lourdes:
Ela era casa com o tio Octávio eles eram missionários na Cidade de Petrópolis,
Ela nascida em Minas gerias e ele no Rio de Janeiro, foram para Petrópolis,
cumprir o mandato do Mestre Jesus; haviam entregado suas vidas inteiramente nas
mãos de Deus. Eles não tinham filhos , mas com o “coração enorme” e cheio de
amor cuidavam de crianças que precisavam de ajudas. Eles tinham uma casa e desta
casa fizeram uma creche, onde abrigavam ali mais de quinze crianças; crianças
que realmente eram deixadas ali, algumas não sabiam nen que eram seus pais. Mas
par aquele casal de missionários isso não importava, pois eles as colhiam com
muito carinho.
Não importava a cor, e
nem o sexo, eles cuidavam delas como se fossem seus próprios filhos.
Eles não tinham
condições financeiras para cuidar daquelas crianças, pois só o sr Octávio era
aposentado (dois salários mínimos), mas as pessoas do bairro viam o esforço do
casal, e ajudavam, alguns com dinheiro e a outros com alimentos e roupas. Tudo
era muito simples, Mas graças a Deus , o casal conseguia manter aquela creche,
ajudando assim aquelas crianças que realmente
não tinham para onde ir.
Não importava a cor, e
nem o sexo, eles cuidavam delas como se fossem seus próprios filhos.
Eles não tinham
condições financeiras para cuidar daquelas crianças, pois só o sr Octávio era
aposentado (dois salários mínimos), mas as pessoas do bairro viam o esforço do
casal, e ajudavam, alguns com dinheiro e a outros com alimentos e roupas. Tudo
era muito simples, Mas graças a Deus , o casal conseguia manter aquela creche,
ajudando assim aquelas crianças que realmente
não tinham para onde ir.
Mas voltando ao hospital, quando a
tia Lourdes entrou naquele quarto o os olhos da jovem brilharam, pois a
reconhecia por morarem no mesmo bairro e por saber da “fama” da tão querida tia
Lourdes. Deus a havia respondido, e como se já soubesse, a tia Lourdes disse
que se ela
quisesse ficaria com o
seu bebê até que ela melhorasse, pois por fazer um estágio de enfermagem no
hospital, ela ficara sabendo da situação daquela jovem, e que realmente o seu
estado era bem grave, a ponto de nem poder alimentar a sua filhinha. É claro
que ela aceitou, chegou até fazer aquela mulher tão querida a ficar com o seu bebê, se ela morresse devido a doença.
A
jovem não podia sequer abraçar o seu bebê pois era gravíssima a sua situação,
tia Lourdes então pegou aquela criança e a levou para casa. Interessante que
parecia que era sua filha, parecia que ela havia dado a luz, pois se sentia
assim, afinal, aquela menininha só tinha três dias de nascida, com certeza foi
amor a primeira vista. A jovem Maria, havia colocado o nome de Tania na
criança, onde todos a chamavam de Taninha. Se a Taninha pudesse falar, ela
contaria que ao chegar na casa
quisesse ficaria com o
seu bebê até que ela melhorasse, pois por fazer um estágio de enfermagem no
hospital, ela ficara sabendo da situação daquela jovem, e que realmente o seu
estado era bem grave, a ponto de nem poder alimentar a sua filhinha. É claro
que ela aceitou, chegou até fazer aquela mulher tão querida a ficar com o seu bebê, se ela morresse devido a doença.
Mais tarde eu pude ver e compreender o grande amor que aquela mulher sentia. Eu ainda bebê, se pudesse entender, discernir naquele momento, iria ver que naquela casa havia muitas crianças, e que a casa era diferente das outras. Não só os quartos eram cheios de camas, como outras duas salas também eram; eram beliches distribuídos por vários cômodos; pois ali viviam crianças deixadas por mães que precisavam trabalhar, e o único lugar que confiavam em deixar era ali naquela casa, pois conheciam a dedicação do casal que cuidava d seus filhos. (Octávio e Lourdes) É difícil acreditar, mas algumas mães solteiras abandonavam seus filhos; e a tia Lourdes ao invés de processá-las, continuava a cuidar das crianças, ela sabia que com certeza Deus tinha um plano para com cada uma delas. A sua casa havia se transformado mias ou menos em uma creche, ela era casada e seu esposo também gostava muito das crianças, cada uma delas era considerada como filha também para ele.
Por algumas vezes eles tiveram que mudar de casas, mesmo eles possuindo casa própria, precisavam fazer isso devido ao número de crianças que iam chegando. Tinham que pagar aluguel, para poder acomodar a todos que chegavam ali. Você pode estar pensando como o casal conseguia manter aquelas crianças, pois com certeza não eram ricos, então como sustentá-las? Mas eu posso responder. Este casal tinha um chamado de Deus, “um chamado missionário infantil.”
Eles com a sabedoria que vinha de Deus conseguiam organizar famílias para ajudar no sustento daquelas crianças. O testemunho de vida deles era tão grande que as pessoas sentiam prazer em ajudar, e ainda incentivavam outras famílias a fazerem o mesmo.
Com o passar dos anos, a tia Lourdes ( que era considerada mais como uma mãe) foi convidada para trabalhar em um orfanato, ela e o seu marido, o irmão Octávio.
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| Ilustração |
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| Ilustração |
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| Ilustração |
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| Ilustração |
Tinha também uma igrejinha (como a chamávamos), e lá aprendíamos á respeito de Deus, era maravilhoso este momento, pois através da fé, sabíamos que ainda que todos nos abandonássemos, Deus jamais o faria. A tia Lourdes era dinâmica, ela nos ensinava também a orar, a cantar corinhos, a interpretar, éramos tão bons nisso, que às vezes recebíamos convites para nos apresentarmos em outras igrejas; E isso era bom demais!
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| "A Igrejinha" |
Eu devia ter uns dez anos de idade, quando em culto de oração das crianças, Deus usou uma delas para falar comigo; dizia-me que eu tinha uma chamada para a sua obra, e que também me levaria a muitos lugares, pois a obra seria grande. Muitas crianças do orfanato eram batizadas com Espírito Santo, e falavam como a própria Bíblia menciona, em outras línguas. Com o passar do Tempo tudo ia se modificando, mas eu nunca tinha me esquecido do que Deus falara para mim naquele dia. Aprendíamos sobre o batismo no Espírito Santo e até mesmo sobre os dons de línguas, a tia Lourdes fazia questão de nos ensinar segundo as Escrituras. Mesmo
Porque para nós isso era muito importante, pois queríamos com certeza ter e sentir o Espírito de Deus em nossas vidas.
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| Ilustração |
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