06- O milagre, do biscoito!



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06- O milagre, do biscoito!
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     Graças a Deus a maioria, que realmente tinha entendido o recado, comportou bem, algumas até me ajudaram; como já disse só alguns meninos menores, principalmente um, mais levado me deu bastante trabalho, pois dizia que iria fugir, e tentou realmente, mas eu consegui cansá-lo. E infelizmente fui obrigada a deixá-lo preso em uma sala até o casal voltar, mas tirando isso, tudo correu bem, Eu sentia, melhor segurando uma vara, e tentava passar pra eles uma autoridade que estava sendo “conquistada” ali, naquele momento.
    

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   Só que ele disse aquilo, quase chorando, e “doeu” naquele momento o meu coração. Hoje vemos no mundo tanto desperdícios de alimentos, mas todos devem refletir que aquilo que se fora, pode servir de alimento para outro. Eu no momento em que o Edinho (o menino) me disse aquilo fiquei triste, mas resolvi colocar a minha fé em ação. Pois já não era mais só o Edinho, e sim todos os que estavam perto  que ouviram, começaram também a pedir. Criança é assim mesmo, todos sabemos muito bem disso, e principalmente ali, que realmente a necessidade era grande. Toquei a sirene e reuni a todos, e perguntei se eles tinham fé de que Deus, o Papai do Céu, podia mandar biscoito, e eles em um só coral responderam que sim, e foi assim que todos começaram a orar; Só se ouvia crianças pedindo: Papai do Céu manda biscoito pra nós. Estamos com muita vontade de comer biscoito! Ao ouvir estas palavras, eu orava no meu pensamento: Senhor sou falha, e não mereço; Mas ouça a oração destas crianças, pois elas aprenderam a confiar em Ti, elas creem no seu poder. Terminando aquela oração, eu disse que era pra todos esperarem no Senhor, que com certeza Ele a tinha ouvido. Todos saíram Dali com a certeza de que Deus ia mandar o tão esperado biscoito! Uns já faziam planos, dizendo de quantos biscoitos iria ganhar, e aquilo às vezes me preocupava, mas resolvi deixar a dúvida de lado e acreditar no Senhor, pois sabia eu, que só Dele poderia vir o socorro.
     Para chegar ao orfanato, tinha que primeiro subir uma Rua de Terra, quando chovia se tornava uma tarefa um tanto difícil, e em época da seca tinha muita poeira. E isso tornava impossível alguém chegar ali de carro sem ser notado. E o bom era que quando alguém via chegando um visitante logo avisava aos outros, ou seja, surpresa ali era coisa bem difícil.
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     Bom, passando uns trinta minutos foi isso que aconteceu: apareceu um carro no começo da Rua (morro) e alguém já foi gritando para os outros; Quando eu fiquei sabendo pedi os maiores que levassem os menores para o andar de cima do prédio, e graças a Deus, talvez por medo todos obedecessem rapidamente. Depois de trancar a todos em alojamentos, claro, levei uns três maiores comigo, chegamos até onde o carro havia estacionado.Era um carro grande, lindo! Lembro-me que era prata. E um homem alto, moreno claro de cabelos castanhos, bem vestido, simpático que o dirigia. Ele aparentava ter no máximo trinta anos de idade. Quando eu o perguntei o que ele desejava, ele simplesmente perguntou  pelos responsáveis. Criei coragem e expliquei a situação para ele. Mas o que mais me surpreendeu, é que ele ao invés de questionar o assuntou, deu um belo sorriso, e começou a nos mostrar o que tinha levado para o orfanato. Era tanta coisa que tive que chamar mais meninos para carregar os donativos para o refeitório. Meus queridos (as), quando vimos às caixas de biscoitos, olhavam uns para os outros, e eu disfarçava o choro. Pois aquele homem não sabia de nada. Assim acho eu; Mas na verdade não podíamos esquecer que era resposta de oração. Oh glória!
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     Depois de guardarmos tudo, (colocarmos no refeitório) aquele homem se despediu, sem fazer nenhuma pergunta, foi embora. Não sabemos até hoje quem ele era, nem sequer seu nome. E eu ficava pensando porque ele nunca mais havia voltado; Pois parecia ser uma pessoa muito bondosa. Que conversava conosco, sempre sorridente e brincalhão. Não podia ser diferente, assim que o carro desapareceu, toquei a sirene, chamando a todos. E muito feliz, disse a ele que o Papai do Céu havia mandado não só o biscoito, como também muitas outras coisas; E que agora era á hora de agradecer, pois Ele pela sua misericórdia tinha ouvido a nossa oração. Depois do agradecimento, eu peguei algumas caixas de biscoito, e comecei a distribuí-los ali mesmo, vendo a alegria contagiante de cada criança. 
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Você pode imaginar a alegria do casal quando soube da notícia, Tiveram ali a resposta, que mesmo enfrentando tantas lutas, Deus estava com eles, e com certeza aquilo serviu de incentivo maior para eles poderem continuar. E assim continuaram ali por mais alguns anos, vendo a providência de Deus. Nos momentos mais difíceis Deus mandava recurso para eles, e foram sem temer fazendo a vontade de Deus.

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